Esta postagem reúne excertos extraídos de ‘The Manager's Job: Folklore and Fact”, publicado
no Harvard Business Review julho-agosto de 1975) sobre as características da
função, com o arcabouço do contexto da função que foi publicado como “Rounding
Out the Manager's Job” no Sloan Management Review (outono americano de 1994).
Folclore III: o gerente sênior necessita de
informações, agregadas, as quais um sistema formal de informações
administrativas proporciona da melhor forma possível. Tendo em vista o ponto de
vista clássico do gerente como a pessoa acomodada no ápice de um sistema
hierárquico regulamentado, o gerente de literatura deveria receber todas as
informações importantes de um gigantesco e abrangente Sistema de Informações
Gerenciais (SIG). Todavia, isso nunca se provou ser um fato. Um exame de como
os gerentes, na realidade, processam as informações esclarece o motivo. Os
gerentes têm sob seu comando cinco meios de comunicação - documentos,
telefonemas, reuniões agendadas e não-agendadas e rondas de observação.
Fato: os gerentes têm preferência pela mídia
verbal, isto é, telefone e reuniões. A prova provém de todos os estudos
preliminares sobre o trabalho gerencial. Considere o seguinte:
Em dois estudos britânicos, os gerentes
gastaram uma média de 66% e 80% de seu tempo em comunicações verbais (orais)
(Stewart, 1967; Burns, 1954). Em meu estudo de cinco executivos principais
americanos, a porcentagem foi de 78%.
A ênfase do gerente na mídia verbal
levanta duas questões importantes.
Em primeiro lugar, a informação verbal
está armazenada no cérebro das pessoas. Somente quando as pessoas passam essas
informações para o papel é que elas podem ser armazenadas nos arquivos da
organização seja em gabinetes metálicos ou na memória dos computadores - e,
aparentemente, os gerentes não anotam muito que ouvem. Assim, o banco de dados
estratégico da organização não está na memória dos computadores, mas na cabeça
dos gerentes.
Segundo, o extenso uso que os gerentes
fazem da mídia verbal ajuda a explicar por que esses indivíduos relutam em
delegar. Quando percebemos que grande parte das informações importantes dos
gerentes vem de forma verbal e é armazenada em suas cabeças, podemos bem reconhecer
sua relutância. Não é como se pudessem entregar um dossiê a uma determinada pessoa;
precisam de tempo para "despejar memória" - contar a outros tudo o
que sabem sobre o assunto. Mas isso consumiria tanto tempo que os gerentes
consideram mais fácil realizar as tarefas eles mesmos. Desta forma, eles ficam
amaldiçoados pelos seus próprios sistemas de informações a um "dilema de
delegação" - fazer demasiado eles próprios ou delegar a seus subordinados
com briefing inadequado.